A  MISTURA  DAS  CÔRES  E  A  CRIAÇÃO  DE  UMA  CÔR
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Textos extraídos do livro de:
Camille Bellanger
APRENDA A PINTAR
Adaptado e atualizado por
João Medeiros
Tradução de
Helena Taborda
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BRANCO-. Se bem que o branco natural não seja uma cor, propriamente dita, na pintura somos forçados a considerá-lo como cor verdadeira-> Por mais clara que nos pareça uma coloração branca, por mais branca que julgarmos, em referência aos tons que a cercam, jamais pintar com branco puro -> Para os diferentes brancos, deveremos fazer as seguintes misturas

NA CLARIDADE: -- branco puro com ligeira adição de oca ou de amarelo- de- Nápoles. Somente os pontos luminosos e brilhantes poderão, em certos casos, tornarem-se de um branco puro.

NA PENUMBRA:--branco com adição de uma mistura de : azul, laca de garança e amarelo.

NO ESCURO:--azul, oca amarelo, Siena queimada, com uma ponta de amarelo- de- Nápoles; Obs.: conforme a intensidade da sombra colocar o branco( para mais ou para menos).

AMARELO

NA CLARIDADE:-- ( luminoso)- amarelo de Nápoles, ou  amarelo de cádmio-claro , adicionando branco em certa proporção.

NA PENUMBRA:--amarelo de Nápoles, ou de cádmio, oca-amarela, com um pingo de vermelho Pouzzoles, de laca de garança e de negro-marfim.

NA SOMBRA:-- as mesmas cores àcima , com adição de azul-ultramar e de um pouco de asfalto, para evitar o tom esverdeado que resultaria com a mistura simples deste azul e dos tons amarelos que compõem a sombra.

AMARELO-ESCURO

NA CLARIDADE :- Oca-amarela  e terra de Siena natural, com adição de um branco regular e de amarelo de Nápoles.

NA PENUMBRA :- Oca-amarela e terra de Siena natural, com adição de azul de cobalto e de laca de garança.

ESCURO :- Oca-amarela e terra de Siena queimada, com adição de azul, de preto e de asfalto.

LARANJA

NA CLARIDADE :-1)-Vermelhão e cádmio laranja; 2) Vermelhão e amarelo de Nápoles; 3) Amarelo-oca, laca de garança e branco; 4)- Cádmio-escuro e branco, sobre ao quais se espalha levemente, laca de garança.

-> Cada uma destas misturas resultará num alaranjado especial, do mais brilhante ao mais esmaecido.

NA PENUMBRA E ESCURO :- Juntar a cada uma das misturas acima, maior ou menor quantidade de Siena natural, de Siena queimada, de laca e asfalto.

VERMELHO CLARO

NA CLARIDADE :- 1) Vermelhão francês puro; 2) Vermelhão misturado com vermelho de Pouzzoles e branco.

TRANSPARÊNCIA :- Garança o quanto necessário.

PENUMBRA :- Vermelhão, vermelho de Pouzzoles, com uma ponta de azul e laca de garança.

NO ESCURO :- As mesmas cores com adição de Siena queimada e de asfalto ao necessário.

VERMELHO-ESCURO

NA CLARIDADE :- Pouzzoles, vermelhão, laca de garança.

NA PENUMBRA :- Vermelhão, Siena queimada, garança e adição de asfalto.

NA PENUMBRA :- Violeta (de cobalto ou de Marte), branco, azul e garança.

-> Obtém-se belos tons de violeta preparando-se preparando-se fundos com azuis-claros, sobre os quais se aplica, levemente, laca de garança.

AZUL-CLARO

NA CLARIDADE :- Cobalto ou ultramar com adição de branco. Obs.-Para  a claridade dos azuis , quando deve ser levemente alaranjada, junta-se um pouco de uma mistura  feita de branco, amarelo e vermelho.

NA PENUMBRA :- Azul, com adição de um pouco de amarelo e, uma pontinha de garança.

NO ESCURO:- Azul com um pouco de Amarelo de Nápoles, Garança e de Asfalto

VERDE-CLARO

CLARIDADE:-Verde-esmeralda, com adição de branco ligeiramente colorido com um tom alaranjado

PENUMBRA :- Os mesmos tons , com adição de azul e alguma porção de verde-claro, um pouco azulado.

NO ESCURO:- As mesmas nuanças, com adição de um pouco de oca-amarela e de garança.

-> *Obtém-se com a mistura dos azuis e dos amarelos uma variedade imensa de tons do verde.*Assim como a mistura dos amarelos com os vermelhos produzem todas as gradações do alaranjado, como também: * os vermelhos com azuis que produzem todos os tons de violetas.-> Torna-se difícil indicar aqui as inúmeras mudanças de tons que se consegue com a suscetibilidade do verde , pois é ilimitada.

PRETO

Esta denominação de cor, na realidade,é aplicada a todos os tons absolutamente negros, ou quase pretos; são nuanças feitas de: um azul-profundo e carmim, por exemplo, vulgarmente denominado “preto”, da mesma forma que intitulamos como cor branca a uma infinidade de nuanças claríssimas.

Na Natureza, o negro-absoluto não existe, senão nas profundezas da terra, ou nas trevas da noite escura; sempre o negro é tinto de violeta, de verde, de azul ou de vermelho.

Quando se deseja aplicar um negro puro, o mais indicado será o negro-marfim. Entretanto, não se deve emprega-lo senão com cuidado na mistura da paleta, porque existe o inconveniente de manchar as outras cores, além de “esfriar” os tons.

 Para tornar o negro mais intenso, as seguintes misturas são as preferíveis:

NA CLARIDADE :-Azul ultramar, Siena queimada, laca, um pouco de branco ou de amarelo Nápoles nos pontos luminosos.

NO ESCURO:-As mesmas cores, com adição de Asfalto no lugar do branco ou do amarelo de Nápoles.

As diversas misturas indicadas consistem unicamente no cruzamento das seis cores do espectro solar. Estas indicações representam apenas a base ou o ponto de partida para as múltiplas combinações de gamas cromáticas, com as quais o Artista procura imitar a Natureza, enfatizando a exuberância dos seus aspectos fascinantes. * Cada “cor-mãe” tem sua gama, ou faixa bastante larga de tons, isto é, uma série ilimitada de gradações sucessivas, desde a mais viva à mais pálida. * Todas estas gradações são obtidas pela adição proporcional da tinta branca.